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Manual De Interrogatório
Material
de Curso do Manual de
Interrogatório Gratuito
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Programa, o que voçê irá aprender:
- DEFINIÇÕES
- CONTROLE E TRATAMENTO DE PRISIONEIROS
- INTERROGATÓRIO DE CONTRA-INFORMAÇÃO (DE SUBVERSIVOS)
- PSICODINÂMICA DO INTERROGATÓRIO
- INTERROGATÓRIO ATRAVÉS DE UM INTÉRPRETE
- CONCLUSÕES (Enxerto)
- O PROCESSO DE INTERROGATÓRIO
- MÉTODOS COMUNISTAS DE INTERROGATÓRIO E DOUTRINAÇÃO
Introdução ao manual de interrogatório:
a. O prisioneiro representa uma fonte potencial de valiosas informações
sobre um inimigo, a cujas hostes pertenceu até bem pouco tempo.
Sob certas circunstâncias, pode ser a única fonte, ou pelo
menos a principal delas. A exploração dessa fonte exige
considerável habilidade e deve ser atribuída a interrogadores
treinados e, apenas em limitadas circunstâncias, à equipe
que aprisionou o indivíduo.
b. O valor e a extensão da informação obtida de
um prisioneiro depende
não só da habilidade do interrogador, como também
da velocidade com que o
prisioneiro lhe foi apresentado e da eficiência do órgão
que controla e orienta o interrogador.
DEFINIÇÕES
a. Há muita confusão quanto ao significado dos termos
LAVAGEM
CEREBRAL e DOUTRINAÇÃO e seu relacionamento com o interrogatório.
As
seguintes definições devem ser, portanto, bem entendidas.
1) Lavagem Cerebral - “É a limpeza da mente de todas as
idéias anteriores,
por uma persistente e intensiva pressão psicológica, que
culmina pela
substituição daquelas idéias por outras, normalmente,
com a finalidade de tornar o indivíduo dócil e desejoso
de confessar crimes imaginários em um julgamento público”.
O mais conhecido exemplo desse processo, nos recentes anos, foi o caso
do cardeal húngaro MINDSZENSKY.
2) Doutrinação - “Inocular com uma doutrina, idéia
ou opinião”. A
doutrinação de prisioneiros de guerra tem sido levada
a efeito, em vários níveis, pelos norte-coreanos e chineses,
com o pessoal que aprisionaram durante a guerra coreana, numa tentativa
de convertê-los ao comunismo.
3) Interrogatório - “É a extração
sistemática de informações de um
indivíduo”.
b. Torna-se patente, dessas definições, que o interrogatório
é o único
desses processos que está realmente relacionado com as informações,
enquanto que a lavagem cerebral e a doutrinação estão
relacionados com idéias que são colocadas na mente do
paciente. Torna-se evidente, pois, que o interrogatório é
o único desses processos que tem valor para as Informações.
c. O objetivo do interrogatório é obter informações
corretas e oportunas.
3. GENERALIDADES
a. Tipos de Prisioneiros em Operações Militares
Há três tipos de indivíduos que apresentam
problemas para o
interrogador:
1) O Prisioneiro de Guerra. Normalmente, um soldado
é treinado para informar, somente, seu número, posto
(ou graduação), nome e data de nascimento. Mesmo
se ele falar, isto não alterará sua situação
de PG. O problema do interrogador é fazê-lo falar.
2) O Suspeito. O suspeito está numa posição
diferente de um prisioneiro
de guerra. Ele foi selecionado para interrogatório em virtude
de algo que se conhece a seu respeito ou de alguma coisa que haja
praticado. Se ele puder convencer o interrogador de sua inocência,
será libertado. O problema do interrogador é fazê-lo
falar a verdade.
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3) O Desertor ou Refugiado. O desertor (ou refugiado), normalmente,
contará um estória muito colorida porque quer causar boa
impressão, ou porque queira melhorar suas chances de começar
uma vida nova. O problema é separar informações
verídicas dos exageros e das invencionices.
(Obs.: Tipos de prisioneiros nas operações de Segurança
Interna – ver
n.° “5. d”).
b. Métodos de obtenção de informações
1) Há três método básicos para se obter informações
de um indivíduo:
- Pelo interrogatório direto;
- Pela monitoração; e
- Pelo uso de informantes nas celas.
2) O interrogatório direto é o único desses que
pode ser usado
independentemente, enquanto que os outros dois métodos tem de
ser usados conjugados com o primeiro.
c. Segurança
As informações obtidas de um interrogatório devem
ser manipuladas
com cuidado e classificadas como sigilosas (reservada, confidencial
ou grau
mais alto). Estas precauções são necessárias
para proteger as fontes e evitar prejuízos futuros para as mesmas.
d. Interrogatório em Operações Militares
1) Há quatro fases de um interrogatório a saber:
- questionário tático;
- interrogatório primário;
- interrogatório secundário; e
- interrogatório detalhado.
a. Questionário Tático. É o interrogatório
imediato levado a efeito pelas
unidades, logo após a prisão. Deve ser limitado, apenas,
à identificação do prisioneiro e às informações
de valor tático imediato para o prosseguimento
das operações. A equipe deve preparar um relatório
de captura e encaminhá-lo, de imediato, ao escalão superior,
junto com o prisioneiro.
b. Interrogatório Primário. É o interrogatório
levado a efeito por
investigadores treinados do escalão superior, no nível
Brigada. Este trabalho
poderá contar com o esforço de equipes especializadas
(do Serviço de
Interrogatório das FFAA) destacadas pelo escalão superior.
O interrogatório,
durante esta fase, deve ser reduzido às imediatas exigências
do nível
considerado e completado dentro de 12 horas após a captura. A
seleção para interrogatórios posteriores deverá
ser feita nessa oportunidade.
c. Interrogatório Secundário. O interrogatório
secundário é levado a
efeito por uma Unidade do Serviço de Interrogatório das
FFAA (USIFA ou
“JSIU”), no nível C Ex ou Força singular.
A USIFA dispõe de interrogadores da
Marinha e da Força Aérea, para o trabalho com os prisioneiros
das forças
inimigas correspondentes. Um organograma típico de uma USIFA
é encontrado no Anexo n.° 2. Para a maioria dos capturados
este será o interrogatório principal e deve ser completado
dentro de 4 a 48 horas de sua captura.
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