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Curso de Musculação
Material
de Curso de Musculação
Gratuito
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A melhoria da coordenação intramuscular deve-se à melhoria da inervação intramuscular, isto é, numa mesma contração muscular voluntária podem se mobilizar simultaneamente (sincronismo) um maior n° de fibras musculares. Um aumento gradual da força muscular ocorre em função de um recrutamento crescente de um n° cada vez maior de unidades motoras, sendo estas cada vez mais fortes. As unidades motoras mais fortes produzem e apresenta também uma maior freqüência de ativação e excitação neuromuscular.
A força muscular é inicialmente uma função linear com um coeficiente linear que denota grande velocidade de aumento da mesma. Num determinado ponto há uma mudança no declínio desta função, mudança do coeficiente angular o que denota menor velocidade de aumento da força muscular, até que esta atinja seu máximo. Cada ponto de transição implica o acionamento de um novo grupo de fibras musculares em direção à sua força muscular máxima. O treinamento através da melhoria da capacidade coordenativa tende a linearizar o aumento da força em função do tempo de treinamento.
A melhoria do aumento da estimulação da inervação intermuscular pode ser explicado devido à melhoria da coordenação dos grupos musculares, participantes de um determinado movimento em que tanto agonistas quanto antagonistas desempenham um importante papel. O trabalho torna-se mais efetivo e econômico em razão da melhoria da coordenação intermuscular.
Um indivíduo bem treinado, quando comparado à um sedentário mobiliza para um determinado movimento não somente os músculos relevante para o movimento, como também a intensidade adequada para a realização de tal tarefa.
A hipertrofia muscular deve-se à hipertrofia (aumento do tamanho) de cada fibra muscular isoladamente, devido ao aumento das miofibrilas e de sua secção transversal. Entretanto, deve-se notar que os diversos tipos de fibras musculares tipo 1 (ST) e tipo 2 (FT(IIa, IIb, IIc)) são diferentemente requisitadas, de acordo com o tipo de exercício, o volume e a intensidade de treinamento. O treinamento com baixa intensidade estimulam quase que exclusivamente as fibras musculares do tipo 1. Em treinamento de intensidade intermediária, as fibras musculares do tipo 2 passam a ser gradualmente requisitadas e estimuladas (primeiramente a IIc, seguida pela IIa e finalmente IIb, sendo esta última a fibra muscular mais rápida e mais forte do organismo humano).
Com sobrecargas acima de 75% da força muscular máxima são mobilizados igualmente todos os tipos de fibras musculares. A hipertrofia muscular é também atribuída além da intensidade adequada de treinamento, o limiar crítico de tensão, e a uma maior biodisponibilidade de ATP por unidade de tempo e por célula muscular excitada.
As sobrecargas ideais de treinamento para um aumento da massa muscular são aquelas que permitem um n° máximo de 10 repetições. Se há um aumento da força muscular devido à melhoria da coordenação intra ou intermuscular ou devido ao diâmetro (secção) transversal deste músculo, e vai depender também o tipo de treinamento e de seu método de uso.
Da mesma forma, a especificidade de um treinamento, determina qual tipo de fibra muscular será requisitada com maior intensidade e de que forma.
O treinamento de força muscular deve ser executado de acordo com seus objetivos gerais e específicos, incluindo estímulos de acordo com estes objetivos. Volume baixo, médio ou alto, intensidade baixa, média ou alta, velocidade de movimentação, etc...
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A hipnose provoca um aumento de 10% da força muscular máxima em atletas treinados (elite) e de até 35% em pessoas não treinadas.
Estudos observaram uma variação media de 5 à 15% da força muscular ao longo do dia. A força muscular máxima foi observada na parte da manha e a mínima à noite. Deve-se entretanto, considerar que o condicionamento de treinar à noite pode fazer com que este seja o período de maior força, devido a continuidade e especificidade do treino a esta hora.
De modo geral, pode-se dizer que a força muscular rapidamente adquirida pode ser rapidamente perdida, enquanto que a força muscular lentamente adquirida (pelo menos 1 ano de treino) é lentamente perdida. Sob intenso repouso, um músculo pode perder até 30% de sua força muscular em uma única semana.
Adicionalmente, foi observado que se a força muscular adquirida não se deve somente a uma melhoria da inervação das unidades motoras, mas a um aumento de massa muscular, ela pode ser mantida por um período maior de tempo.
O efeito do treinamento também deve ser considerado em função do nível inicial de condicionamento físico. O maior índice de força muscular ocorre no início do treinamento. Conforme se aproxima de um melhor nível de aptidão física que o indivíduo consegue adquirir, o nível de ganho do crescimento de força muscular cai drasticamente, ou seja, quanto mais treinado, menos treinável fica o indivíduo.
Por esta razão, o desenvolvimento da força muscular pode ser dividida em 4 etapas distintas:
Força muscular inicial: força muscular máxima no início do treinamento.
Força muscular relativa: força muscular máxima durante o processo de treinamento.
Força muscular limite: força muscular máxima individual atingida após interrupção do treinamento.
Força muscular final: é o ápice do desempenho de força muscular máxima que um indivíduo pode possuir.
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