Fatores mecânicos que influenciam no aumento da densidade óssea:
A sugestão original de que as forças biomecânicas e cinesiológicas podem provocar mudanças na estrutura óssea é conhecida como a Lei de Wolf. De acordo com esta lei, o osso se adapta ao estresse mecânico ou sobrecarga utilizada, aumentando a mineralização numa determinada região óssea para aumentar a sua força e suportar o esforço. O exercício coloca um esforço biomecânico adequado nos ossos através da contração muscular. Se a força da contração muscular for reduzida ou aumentada, o conteúdo mineral ósseo é afetado. Os efeitos biomecânicos no osso podem ser estudados observando-se os efeitos da inatividade física e sedentarismo e da atividade física no osso. A inatividade física resulta na perda da matriz óssea. O descanso prolongado na cama e a imobilização aumentaram a perda mineral e do volume ósseo em indivíduos saudáveis. Os astronautas, por exemplo, também demonstraram uma perda significativa na perda minerálica óssea devido à diminuição gravitacional e das forcas musculares durante o vôo espacial. Por outro lado, o exercício estimula o crescimento ósseo produzindo maior conteúdo minerálico e ossos mais espessos.
Definições:
Força máxima:
Representa a maior força disponível que o sistema neuromuscular pode mobilizar através de uma contração muscular máxima voluntária.
A força absoluta total é ainda maior do que a força máxima, pois ela representa a soma da força máxima e da força de reserva, mobilizada somente sob condições fisiológicas extremas (risco de morte, hipnose, etc...).
A força máxima dinâmica é a força máxima que o sistema neuromuscular pode desenvolver por uma contração muscular voluntária dentro de uma determinada seqüência de movimentos.
A força máxima estática é sempre maior que a força muscular máxima dinâmica, pois uma força máxima somente pode ser desenvolvida se a sobrecarga (limite) e a capacidade de contração muscular estiverem em equilíbrio.
A força máxima depende dos seguintes componentes:
Das secções transversais dos músculos.
Da coordenação intermuscular (coordenação entre os músculos que atuam como agonistas em um mesmo movimento e que trabalham juntos em um mesmo movimento).
Da coordenação intramuscular (coordenação esta de dentro do músculo).
Pode haver uma melhoria da força máxima através da melhoria de qualquer um destes componentes.
O emprego do treinamento da força máxima dinâmica isotônica concêntrica e excêntrica, provoca a curto prazo sobretudo um aumento da força devido à melhoria da coordenação intramuscular.
Os substratos metabólicos de alta energia (ATP-PC) desempenham um papel imprescindível e decisivo no desempenho da força muscular, uma vez que o período de tempo compreendido até o desenvolvimento da força muscular máxima é de alguns segundos e o treinamento para o desenvolvimento da força muscular máxima leva a um rápido acúmulo de lactato orgânico a nível muscular no interior da célula, e conseqüentemente há uma queda do desempenho para um nível submáximo.
As fibras musculares de contração rápida (T2), podem ser subdivididas em: IIc, IIa, IIb. As fibras musculares do tipo IIb apresentam o menor tempo de contração e portanto a maior velocidade de contração, elas podem ser seletivamente desenvolvidas, através de um treinamento específico e com isto, determinados movimentos úteis para a força de velocidade.
Sob o termo força explosiva, entende-se a capacidade física de desenvolver uma força num curto intervalo de tempo, sendo o mais rápido possível um movimento explosivo, dependendo da sua velocidade de contração das unidades motoras das fibras de contração rápida, do n° de unidades motoras contraídas e da força de contração muscular das fibras musculares recrutadas.
Com pequeno incremento da resistência há o predomínio da força de velocidade (força rápida) com o aumento da sobrecarga há a mobilização da força explosiva e com sobrecargas maiores enfatiza-se o trabalho de contração da força muscular máxima.
A força de resistência é a capacidade de resistência à fadiga muscular precoce e periférica em condições de desempenho prolongado de força. A capacidade de força de resistência deve visar uma adaptação da função oxidativa das fibras musculares de contração rápida e lenta. Nesta adaptação incluem-se tanto novos processamentos neuromusculares bem como a formação de novas estruturas contrateis dos músculos.
O estado de desenvolvimento das diversas capacidades de força muscular (efeitos do treinamento) deve ser regularmente controladas e a reprodutividade do treinamento de força realizado deve ser devidamente documentada.
Tipos de trabalho muscular:
Trabalho muscular do tipo dominante: predominante na maioria dos movimentos desportivos, possibilita pelo encurtamento dos músculos, movimentar o próprio corpo ou ainda um corpo ou objetivo externo.
Trabalho muscular do tipo cedente: este presta-se à neutralização de saltos e à implementação dos movimentos.
Trabalho muscular do tipo permanente: presta-se à manutenção da postura corporal e de membros.
Trabalho muscular do tipo combinado: é caracterizado por elementos dominantes, cedentes e/ou permanentes
Treinabilidade: capacidade de assimilação de um tipo de período ou estímulo específico de treinamento.
Fibras intermediárias: são fibras musculares que não podem ser consideradas como fibras musculares de contração lenta, ST, T1 ou então de contração rápida FT, T2. Estas fibras musculares podem ser transformadas em fibras musculares ST ou FT, de acordo com o tipo de treinamento.
Imediatamente após um treinamento de força há um aumento da testosterona endógena, sobretudo, após um treinamento de força de alta intensidade.
Um treinamento de força não resulta em um aumento da força muscular apenas devido a mecanismos morfofisiológicos, mas também a fatores genéticos, hereditários, alimentares, recuperatórios e principalmente bioquímicos e metabólicos (aumento nas reservas de glicogênio, e de fosfocreatina), podendo com o treino adotado, um aumento de 20 à 75% dos substratos energéticos a base de peso corporal dentro das células musculares.
Conforme é previsto com o treinamento de força dentro das salas de musculação das academias, observa-se um aumento da força muscular pouco tempo após o início do treinamento de força muscular. Como um tempo tão curto não é suficiente para que haja um aumento da massa muscular que requer várias semanas ou meses de treino, atribui-se o aumento da força muscular a melhoria da capacidade coordenativa muscular, ou seja, há com isso uma somatização e otimização da coordenação intra e intermuscular. Com o decorrer do treinamento atribui-se um aumento da força muscular que ocorre em função do aumento da fibra muscular e da secção transversal da mesma. Comparando-se fibras musculares de mesma massa muscular e mesma secção transversal, desenvolve maior força aquela que apresentar uma maior capacidade coordenativa neuromuscular.