Força: é a capacidade de empregar o máximo de tensão numa única contração muscular isométrica de duração ilimitada. É a capacidade de utilizar a energia mecânica produzindo contração muscular que leva o segmento corporal a vencer uma resistência. É graças a esta qualidade física que conseguimos manter o nosso corpo e a nossa postura em equilíbrio e mesmo vencer sobrecargas máximas que nos deparam como resistências.
Trabalho muscular: é o resultado do produto da força, utilizada para deslocar um segmento ou uma resistência pelo espaço de tempo percorrido.
Potência: é o resultado da relação entre o trabalho realizado e o tempo consumido para tal. Ou ainda, o produto entre a força e a velocidade (P = F x V). É a capacidade máxima de produção de força do indivíduo, expressada ao tempo.
Fatores determinantes da força:
Fator natural: Diz respeito a funcionalidade dos motoneurônios e SNC quando exigidos.
Índice de codificação: a freqüência pela qual os motoneurônios descarregam os potenciais de ação.
Recrutamento de unidades motoras: seleção e ordem de ativação das unidades motoras.
Sincronização: sincronia das descargas das unidades motoras.
Fator muscular: Relaciona as seguintes propriedades das fibras musculares.
Velocidade da contração muscular.
Magnitude da força exercida.
Resistência à fadiga muscular.
Área de secção transversa muscular.
Fatores mecânicos:
Tipos de alavancas: interfixa, interpotente e interresistente.
Alternância dos braços de alavancas.
Ângulos de tração.
Linha de tração.
O desenvolvimento da força muscular ocorre quando um indivíduo trabalha contra uma resistência externa em um determinado grau de movimento articular.
Fase 1 do treinamento de força muscular:
O indivíduo reage ao estímulo do treinamento inicial. Esta fase é caracterizada pela sensibilidade dolorosa e rigidez durante os primeiros dias do novo programa de treinamento.
Fase 2 do treinamento de força muscular:
O corpo do indivíduo é submetido a inúmeras mudanças fisiológicas e biomecânicas com relação à eficiência, e o efeito é o desempenho aprimorado. Esta fase continua com pequenas flutuações, desde que o corpo tenha a capacidade de se recuperar e exista a variabilidade de exercícios. Se ajustada adequada e criteriosamente, é possível chegar ao pique do condicionamento físico em pouco tempo. Contudo, se as variáveis do exercício não forem manipuladas adequadamente, ocorrerá então a 3a fase.
Fase 3 do treinamento de força muscular:
O esforço proveniente do treinamento e/ou outros aspectos da vida do indivíduo se tornam tão grandes que ocorre a exaustão. O corpo não pode mais se adaptar para continuar a se beneficiar com o exercício e ocorre o excesso de treinamento ou sobretreinamento. O corpo pode falhar e não desempenhar bem ou predispor-se à lesões ortopédicas.
Organização do desenvolvimento do treinamento de força muscular:
Os programas de musculação dependem das seguintes variáveis com respeito aos exercícios:
Freqüência, volume (duração), intensidade, variabilidade e especificidade (ação muscular).
Estas variáveis devem se combinar para criar uma estrutura de treinamento ideal e adequada aos objetivos do indivíduo.
Descanso ativo:
É destinado a permitir que o corpo se recupere fisiologicamente mais rápido, utilizando neste pequeno período de tempo como um dos substratos energéticos o lactato, para se preparar para a repetição da próxima série de exercícios.
Os ciclos ou fases de treinamento podem ter de 4 à 6semanas de duração.
O desenvolvimento da força muscular para o desempenho desportivo deve ser o mais específico possível. Os exercícios e atividades da musculação devem estar relacionados com as exigências da tarefa atlética. Num ambiente de aptidão física generalizado, o indivíduo deve considerar os exercícios com pesos que envolvam todos os grandes grupos musculares.
Entre vários estudos sobre o treinamento de força, foi verificado o seguinte:
Os aumentos de força muscular máxima são diferentes dependendo do grau do nível de treinabilidade e do seu lastro fisiológico, isto é, os aumentos de força nos indivíduos com alto nível de treinamento de força anterior eram mais limitados e mais demorados, do que os aumentos de força naqueles indivíduos com baixo nível de treinamento anterior e em especial nos indivíduos não treinados. Além disso, os grandes aumentos de força, durante as primeiras 2 à 4 semanas de treinamento em indivíduos não treinados, existem principalmente devido a adaptações neuromusculares. A hipertrofia muscular como adaptação ao treinamento resulta de um longo prazo de treino, ou seja, com vários meses de duração.
É importante lembrar que não existe diferença histológica entre o tecido muscular estriado esquelético do homem e da mulher, por isso, é provável que com um treinamento adequado aplicado por um tempo suficiente se produzirá hipertrofia muscular nas mulheres.
O grau de hipertrofia muscular dependerá principalmente das metas e objetivos propostos pela periodização no programa de treinamento de força muscular, assim como da sua estrutura e muito mais provável dos fatores genéticos e hereditários.