As respostas básicas fisiológicas ao treinamento de resistência e de força incluem:
O aprimoramento das capacidades de contração muscular para a força e resistência.
Aumento da massa muscular, massa óssea e da força do tecido conectivo.
A massa muscular aumenta-se basicamente devido através a um aumento do tamanho das células musculares (hipertrofia). Embora existam alguns estudos já sugerindo que o treinamento de força, possam aumentar o n° de células musculares (hiperplasia).
A força muscular aumenta devido à modificações no sistema nervoso que controla a contração muscular e através das mudanças verificadas no próprio músculo.
O melhoramento da valência física força, permite que a pessoa que se exercita complete um maior n° de repetições com uma determinada sobrecarga submáxima antes da fadiga muscular precoce.
Prescrição do treinamento.
A prescrição para o treinamento de força inclui vários componentes que podemos destacar:
Volume de sobrecarga, intensidade de sobrecarga, freqüência de treino, nível e lastro fisiológico do indivíduo, razão estímulo/descanso, grupamento muscular solicitado para o trabalho, tempo livre disponível para o treino, metas e objetivos a alcançar pelo programa de treinamento, n° de exercícios, etc.
Os programas de musculação em circuito mostraram-se capazes de promover aumentos moderados na potência aeróbia (4% à 7%), assim como aprimoramentos significativos tanto na força quanto na resistência muscular.
Índice de progressão:
Os exercícios de treinamento de força devem progredir na medida em que ocorre a adaptação neuromuscular do indivíduo, esta progressão deve ser gradual e ocorrer durante o período de várias semanas ou meses para o aluno iniciante. Inicialmente os exercícios com baixa intensidade são recomendados para minimizar a sensibilidade dolorosa muscular e o risco de lesão ortopédica. A percepção do estado de esforço ao dar início a um programa de treinamento de força deve ser “confortavelmente pesado” para que haja a quebra da homeostase orgânica. Mais tarde, quando ocorrerem às adaptações, a percepção do esforço pode progredir para pesado ou muito pesado.
A periodização é uma forma efetiva e adequada de variar o volume e a intensidade do treinamento de força com o tempo. Um típico programa de treinamento de força periodizado inclui fases distintas: a fase inicial de treinamento, que geralmente consiste de exercícios com movimentos básicos e simples com volume e intensidade baixas preparando todo o organismo do indivíduo para um exercício subseqüente de maior volume de treino. Depois desse período de adaptação, temos o período chamado de manutenção muscular, onde se pode diminuir um pouco o volume de treinamento e aumentar um pouco a intensidade do mesmo.
Em qualquer dos objetivos almejados devem ser coerentes com as necessidades do indivíduo, adequadas as suas condições e plausíveis de serem alcançadas no período de tempo estipulado.
Dentre os efeitos do treinamento de força, podemos citar:
Sobre o sistema cardiovascular:
Bradicardia de repouso.
Bradicardia em esforços submáximos.
Aumento do volume sistólico e de ejeção.
Aumento do volume ventricular esquerdo.
Aumento da espessura da parede ventricular. (efeito compensatório do miocárdio ao aumento da pressão arterial oriundo da constricção provocada pelas contrações musculares).
Maior eficiência do conjunto de O2 pelo miocárdio.
Sobre as doenças cardiovasculares e coronarianas:
Menor índice de doenças vasculares coronarianas em indivíduos treinados anaerobiamente.
Redução de fatores de risco de doenças arteriais coronarianas vasculares.
Efeitos favoráveis na hipertensão arterial, dislipidemias, hiperlipidemias, hipercolesterolemias, hipertrigliceridemias, entre outros fatores de risco além do perfil fisiológico e aptidão física de indivíduos cardiopatas.
Nenhuma arritmia ou problema cardiovascular na aplicação do treinamento com pesos em cardiopatas na forma circuitada.
Sobre a Pressão Arterial:
A elevação da pressão arterial depende da intensidade, volume (duração), e quantidade da massa muscular envolvida na contração muscular.
Aumentos da pressão arterial com trabalhos isométricos.
Redução da pressão arterial com trabalhos isotônicos.
O aumento da pressão arterial pode estar relacionado ao aumento da massa muscular devido ao uso de esteróides anabólicos androgênicos e do estado de sobretreinamento (overtraning).
Sobre o peso e a composição corporal:
Aumento da massa corporal magra.
Redução da leitura das dobras cutâneas.
Redução da gordura corporal total.
Redução do peso corporal total.
Aumento da densidade óssea.
Sobre níveis hormonais:
Aumento da liberação e produção da testosterona humana naturalmente pelo organismo.
Aumento da liberação e produção do Hormônio do crescimento humano.
Melhora da utilização dos hormônios contra-reguladores (catecolaminas) no organismo.
Melhora da utilização dos hormônios insulina e glucagon pelo organismo.